Quais são as suas expectativas?


Autor: Izabel Cristina Heberle

Psicoterapeuta Reencarnacionista Coach, Escritora e Terapeuta Holística.

Cada vez mais em nosso dia estamos vivendo momentos de expectativas. Falsas ou verdadeiras?

Segundo o Dicionário Houaiss, a definição de expectativa é: situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento. Ou seja, esperar algo, uma probabilidade que pode nunca existir, ou um momento que pode nunca chegar.

Com isso quero dizer que diariamente geramos expectativas em comportamentos, amizades, passeios, projetos etc.

Vamos falar das expectativas mais comuns, aquelas que geramos em relação às pessoas que nos cercam. Pensamos em algo que para nós é importante, maravilhoso, impossível de pensar que o outro não irá gostar, não é mesmo? Porém, na maioria das vezes, o outro não gosta, ou não se emociona como você imagina que aconteceria, não agradeceu do modo como esperávamos, e então vem a decepção. Decepção esta que estava pautada em uma expectativa, sendo que expectativa é apenas uma probabilidade, não é mesmo? Então, se é uma probabilidade, por que a decepção, a tristeza?

Agimos constantemente pautados em expectativas, de agradarmos, de sermos acolhidos com entusiasmo, de sermos suficientes, de sermos reconhecidos. Deste comportamento é que surgem as grandes decepções, pois sempre esperamos muito do outro. Lembre-se de que, assim como geramos expectativas em relação aos outros, estes por sua vez também geram expectativas em relação a nós, então, tudo bem. Ninguém deveria ter problemas com isso, pois, afinal, são apenas probabilidades de dar certo de acordo com o que entendemos que seria bom ou interessante, e, partindo deste ponto de vista, então deveríamos perguntar: quantas vezes os outros geraram expectativas em relação a nós e por sua vez nós não correspondemos à altura, ou podemos dizer que decepcionamos o outro?

Assim, cabe analisar o quanto estamos ligados a emoções que na maioria das vezes não compreendemos, e atribuímos ao outro a responsabilidade pela decepção, ou por não correspondermos ao esperado e vice-versa. Deveríamos compreender que está tudo bem, pois cada um tem sua maneira peculiar de ver o mundo e entender o que se passa ao seu redor, cada um lê os sinais de acordo com as suas percepções de mundo e do quanto conhece e se identifica com tudo o que acontece a sua volta. Nessa vastidão de informações e comportamentos saudáveis ou não, verdadeiros ou planejados, com expectativas falsas ou verdadeiras em relação ao todo. Como nos movimentarmos em ambientes onde não sabemos se estamos seguros? E na maioria das vezes as emoções não estão em territórios seguros. Cabe aqui refletir sobre essas questões, pois a segurança vem de dentro para fora, vem dos valores construídos durante a vida, pautados em experiências concretas e não em expectativas. Em emoções conscientes e não ilusórias.

Com o passar do tempo, e este nos traz a real experiência e nos ensina que expectativas são realmente probabilidades e tudo bem o outro não pensar igual a mim, mas também o aprendizado de que não devo esperar o retorno de acordo com meus parâmetros e sim deixar livre, assim como mereço ter a liberdade de pensar, achar, gostar ou não de tudo o que planejam ou pensam para mim.

Este é um universo muito estimulante, porque aprendemos e ensinamos diariamente, e principalmente aprendemos a observar nossas emoções e tirar delas o melhor possível para caminhar com suavidade, sem decepções desnecessárias ou ilusórias. Deve-se aproveitar a liberdade de ser cada vez mais dono e senhor do seu presente, construindo um futuro saudável dentro da verdade de cada um, sem máscaras. Com essa liberdade, pode-se ir construindo a segurança interna, que com certeza não será apenas uma expectativa vazia, uma probabilidade, e sim a construção diária da capacidade de lidar com as variáveis que na maioria das vezes afetam e criam emoções contraditórias e negativas, levando a experiências difíceis que abalam a segurança interna e impedem a construção de valores positivos, criativos e significativos.

Vale a pena repensar quais são as expectativas que tenho em relação aos outros e perguntar a mim mesmo se o outro realmente tem as mesmas que tenho, e também o raciocínio inverso, será que o outro sabe quais são as minhas expectativas? E quais as emoções ligadas a essas expectativas?

Este é um bom exercício de autoconhecimento e uma ótima reflexão.

Então, quais são as suas expectativas?

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