E o vento encontrou o mar!!


Autor: Izabel Cristina Heberle

Psicoterapeuta Reencarnacionista, Coach, Escritora e Terapeuta Espiritualista.

Este é um conto para nos levar a uma profunda reflexão sobre força e poder. A narrativa usa das metáforas para nos conduzir a um raciocínio sobre comportamento.

“O vento estava calmamente se deslocando quando de repente avistou uma grande massa de água. Ele estava acostumado a brincar com os rios e lagos produzindo pequenas ondas e fazendo com que essas ondas respingassem na vegetação que circundava o leito dos lagos e rios.

Este, porém, era um novo evento, quanta água!! “Vou precisar soprar mais forte para produzir boas ondas.”

Foi aí que teve a brilhante ideia de testar a sua força. “Até onde posso ir, qual será a minha real natureza, será que tenho força suficiente para fazer esta massa de água se levantar?”

E, concluindo este pensamento e querendo colocar em prática sua teoria, se preparou e começou a soprar, e, à medida que soprava mais forte, percebeu que tinha força e, afinal, isso, além de força era poder, ele poderia dominar o mar.

Soprava cada vez mais forte e o mar se agitava, grandes ondas estavam sendo formadas, porém o vento não conseguia acompanhar cada onda e para onde se dirigiam.

No impulso de testar sua força, perdeu a noção do todo, pensando que estava somente manipulando aquele pedaço de mar. Foi quando ouviu uma voz que o interpelou: “Por que estás soprando com tanta violência e modificando minha superfície? Por acaso estás percebendo a destruição que estás causando? Não consigo resistir ao teu sopro, e dessa forma não controlo a imensidão que está em mim e se agita sem controle”.

“Vê ao teu redor, estás consciente do quanto já destruíste? Ou apenas dentro de teu ego, pensas estar medindo forças comigo. Vê, até este momento não me manifestei, mas agora te digo: não tenho responsabilidade por esta destruição e sim tu, pois não mediste as consequências, apenas estás medindo forças.

Nesse momento, o vento parou de soprar e olhou ao redor. Havia muita destruição, as ondas não respingaram só nas praias e nos rochedos, mas com violência alteraram toda a paisagem. Então, o vento se voltou para o mar e perguntou:

“Por que você não me impediu de soprar tão forte?”.

E o mar respondeu:

“Por que não perguntaste o que poderia acontecer se soprasses muito forte minhas águas?”.

Muitas vezes, independe de nós refrear a nossa natureza, porém podemos escolher onde testá-la.

Muitas vezes, os elementos que se manifestam a nossa volta, nos envolvem, e como nas grandes ilusões ficamos perdidos sem perceber o que podemos causar, ou podemos ficar tão absorvidos na sensação de força e poder que perdemos momentaneamente a capacidade de perceber o estrago que podemos causar.

É muito comum responsabilizarmos quem está próximo, novamente, na ilusão de não nos responsabilizarmos pelos nossos atos.

Conhecer a sua força e as condições em que se manifestam pode gerar força construtiva, produtiva e semear luz, abundância e prosperidade, ou gerar poder e ser consumido por essa força devastadora e causar danos, dores, tristezas, misérias e separação.

Por esta razão o autoconhecimento se torna a balança que faz com que possamos olhar para a situação e dosar a força ou o poder que queremos colocar em prática.

Lembrando que somos responsáveis pelas medidas empregadas, pois não somos elementos isolados e sim elementos que interagem, interconectados, e dessa forma podemos modificar toda a paisagem a nossa volta. E sempre podemos escolher: vida ou morte, luz ou escuridão, alegria ou tristeza. A dualidade, esta é a nossa natureza.

Então, o que vai ser?

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