Respeitando o Idoso, Honrando a Vida

Respeitando o Idoso, Honrando a Vida

Autor: Cristina Schonwald de Oliveira

Gestora de Assuntos para Terceira Idade

                Pensando sobre o respeito, chama a atenção o tanto de desconsideração que se observa na sociedade em geral em relação às pessoas com mais idade quando no exercício de suas atividades rotineiras de interação na coletividade em que circula.

                Aqui vale lembrar que consideramos idoso ou Terceira Idade, de acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), a fase da vida que começa aos 60 anos. Então, aquele que está idoso reflete a bagagem que carrega consigo da sua criação, das suas crenças, das suas vivências familiares e diferentes experiências que teve no decorrer da vida.

                O respeito começa pelo olhar de consideração às diferenças individuais, não colocando rótulos relacionados à idade e nem generalizando ações do seu modo de viver. Para cada ser, o avanço da idade se manifesta de forma diversa, como, por exemplo, uma mesma doença diagnosticada vai se mostrar diferente de acordo com o tipo de vida que a pessoa levou. Alguns idosos terão mais capacidade e força física do que outros, com maior ou menor facilidade de realizar exercícios físicos, outros serão mais saudáveis, e o grau de dificuldades relacionadas com as perdas naturais do passar do tempo também será diferenciado.

                Assim, ter a consideração pela história individual de um idoso que foi sendo construída ao longo dos anos é honrar a sua existência, é praticar o amor, é validar a sua vida, aceitando-a como se apresenta no momento, sem julgamentos, sem preconceitos.

                O respeito é a base para as relações interpessoais, sem conflitos, em qualquer ambiente. Se ele não estiver presente, teremos a desarmonia, magoaremos pessoas, indiferente qual seja a sua idade. Na maioria das vezes, esquecemos que estamos passando por experiências para que possamos despertar nosso olhar para a máxima do Mestre dos Mestres Jesus Cristo: “Nunca faça para os outros o que você não gostaria que fizessem para você”.

                É necessário começar a treinar e aprender a nos respeitar, vivendo cada momento de forma consciente, aprender a nos ouvir, a perceber nossas emoções, entender o que estamos sentindo e ir nos aceitando. A partir disso, iniciar a aceitação do outro, as suas escolhas e desta maneira nos relacionarmos em família, convivendo socialmente com respeito aos diferentes viveres, aos diferentes pensares, a outras verdades que muitas vezes não entendemos e com as quais nos deparamos diariamente.

                Então, é preciso considerar o momento presente, reconhecer e respeitar a todos pelo seu passado, suas aprendizagens, seu legado, para que no futuro possamos também ser respeitados.